segunda-feira, 25 de outubro de 2010

3




               Balancei a cabeça para os dois lados. Fui até a pia do banheiro e lavei meu rosto. Me olhei no espelho, meu rosto vermelho e olhos inchados. Não havia percebido as lagrimas voltando a invadirem meu rosto. Na hora não tive percepção de nada além da dor que invadiu meu peito, rasgando meu coração como faca de serra cega, enquanto as imagens do meu passado invadiam minha mente .. momentos que jamais voltariam.
            Ela saiu do banheiro, pegou a chave do carro e foi rapidamente em direção a porta, ela precisava sair dali quanto antes... Não agüentaria mais nenhum segundo dentro daquele apartamento. Trancou a porta e desceu as escadas, não queria ter que esperar o elevador, foi até a garagem, pegou o carro e foi direto para praia de Ipanema.
           Ela dirigia distraidamente e não percebeu o sinal fechado. O transito estava fraco. Quase não deu tempo de parar o carro. A criança que atravessava a faixa olhava apavorada pro carro. Vick olhava a cena imóvel enquanto segurava com força o volante do carro, ela não tinha certeza se a criança ainda estava viva ou se morrera e esqueceu de cair. Uma mulher apareceu do nada, levando dali o menino, e xingando Vick, deu um chute na lataria do carro antes de sair. Vick levou um tempo pra absorver, que quase causara uma morte. Susto passado, ela continuou seu trajeto assim que o sinal abriu. Estacionou o carro, trancou. Saiu andando em direção a praia, pegou suas sandálias e segurando-as, foi andando em direção ao mar. Andando próximo a água, deixando que as ondas do mar fizessem om que as águas salgadas tocassem seus pés. Andava de cabeça erguida, braços cruzados, olhos marejados, sentindo a água molhar seu pé.

- Porque nada parece ter sentido depois que a perdi ? Isso está errado, porque não posso viver ? - ela parou, sentou-se ali na areia, olhando ao longe o horizonte. Fechou os olhos. 



Nenhum comentário: